Diferenças no cérebro explicam introversão e extroversão?

MC08092013Carl Jung, psicólogo, foi quem cunhou os termos “extrovertido” e “introvertido” no início do século XX. Os termos, a primeira vista, dão a impressão de que os introvertidos são pessoas tímidas ou inseguras e os extrovertidos são empáticos e amorosos. Contudo, como Jung enfatizou, isso não é necessariamente verdadeiro.  A principal diferença entre introvertido e extrovertidos, segundo Jung, reside principalmente no fato de que os introvertidos esgotam-se com a interação social, enquanto os extrovertidos ficam ansiosos quando deixados sozinhos. Os introvertidos precisam solidão, a fim de recarregar, enquanto os extrovertidos extraem energia a partir da socialização.

Psicólogos modernos têm adicionado uma terceira categoria, denominada ambivert, para definir pessoas que combinam tanto traços de introvertidos quanto extrovertidos. Seria o caso de artistas, por exemplo, que tendem a flutuar entre introversão e extroversão ao longo de suas vidas. Em certos momentos eles preferem ser reconhecidos e interagir com a multidão mas em outros momentos preferem assistir ou observar anonimamente os acontecimentos. Também existem os ambivertidos, pessoas que apresentam ambos traços ao mesmo tempo, como por exemplo, um executivo que gosta de liderar um grande número de pessoas mas que não suporta ter que prestar contas de seus atos aos seus pares na organização em que atua.

Hoje, acredita-se que introvertidos, extrovertidos e ambivertidos são apenas os pontos mais visíveis em uma escala de variação contínua de tipos de personalidades. Também se sabe que há algumas características estruturais no cérebro que se relacionam com o fato de uma pessoa ser relativamente introvertida ou extrovertido.

Estudos divulgados em 2012, realizados pelo psicólogo de Harvard  Randy Buckner, apontam para o fato de pessoas introvertidas tendem a possuir matéria cinzenta maior e mais grossa em certas áreas do córtex pré-frontal, uma região altamente complexa do cérebro associada com o pensamento abstrato e tomada de decisão. Pessoas extrovertidas, por sua vez, tendem a ter massa cinzenta mais fina nessas mesmas áreas pré-frontais, o que sugere que os introvertidos tendem a dedicar mais recursos neurais para ponderações abstratas, enquanto os extrovertidos tendem a viver com mais intensidade o momento presente.

Estudos divulgados esse ano, realizados por Richard A. Depue e Fu Yu da Cornell University, apoiam essa ideia. Os pesquisadores acreditam que os extrovertidos tendem a associar sentimentos de recompensa com o seu ambiente imediato, enquanto que os introvertidos tendem a associá-los com os seus pensamentos, ou internas, talvez interpretá-los como ansiedade, em vez de excitação.

Outros estudos descobriram diferenças na resposta a atuação de certos neurotransmissores relacionados a distúrbios de ansiedade, no tamanho da área do hemisfério direito relacionada à amígdala e na velocidade do córtex pré-motor para processar estímulos entre introvertidos e extrovertidos.

Apesar dessas recentes descobertas, elas apenas apontam tendências para pessoas que apresentam perfis de personalidade bem definidos, existindo ainda uma infinidade de outras condições possíveis que pessoas podem ter sem contar que estruturas cerebrais também pode apresentam variações particulares de pessoa tornando o mapeamento de padrões muito mais difícil.

Concluindo, a ciência da personalidade ainda está na Idade das Trevas. Avanços nas tecnologias de mapeamento cerebral tem trazido esperanças aos pesquisadores de que será possível algum dia explicar como diferenças na estrutura cerebral resultam em personalidades distintas. Contudo, como os próprios pesquisadores admitem, se isso algum dia acontecer, será num futuro distante.

Referências

Artigo da Discovey Magazine

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Surgem Evidências do Multiverso

MC13072013

As primeiras evidências de que existem outros universos foi encontrado pelos cientistas.

Ao estudar um mapa do universo obtido a partir de dados recolhidos pelo satélite Planck, cosmólogos concluíram que ele mostra anomalias que só podem ter sido causadas pela atração gravitacional proporcionada por outros universos existentes além do nosso.

O mapa mostra a radiação do Big Bang 13,8 bilhões de anos atrás, que ainda é detectável no universo – conhecida como radiação cósmica. Cientistas previram que essa radiação deveria ser distribuída uniformemente por todo universo, mas o mapa mostra uma concentração mais forte na metade sul do nosso céu e um “ponto frio”, que não pode ser explicado pelas atuais leis da física.

A hipótese de que existiriam outros universos foi formalmente postulada em 2005 por físicos americanos. Os dados do Plank são a primeira evidência de que haveriam outros universos além do nosso, talvez em número infinito.

O Plank, lançado ao espaço pela ESA – Agência Espacial Europeia, tem como diferencial ante seus antecessores sua grande precisão o que tornou possível revelar essas características inexplicáveis e ​​peculiares que agora precisam ser explicadas por físicos e cosmólogos

Referências:

Wikipédia: Plank Telescope

ESA: Plank

Plank: Multiverso

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Manifestações de Junho

Av. Presidentes Vargas, Rio de Janeiro, 20 de junho de 2013

Av. Presidentes Vargas, Rio de Janeiro, 20 de junho de 2013

Ao longo desse mês de junho presenciamos o desenrolar de manifestações de norte a sul e leste a oeste do país que agora fazem parte de nosso história. As pessoas foram as ruas a fim de reivindicar várias coisas, começando pela necessidade de serem ouvidas pela classe política que controla o país. Não poderia deixar de escrever algo sobre isso.

Movimentos como esse que agora ocorreu no Brasil, gestados nas comunidades sociais da Internet, são chamados enxameamentos (de enxame de pessoas) e tiveram início na Espanha em 2004.

Verificou-se no Brasil as mesmas características desses movimentos ocorridos em outros países: A partir de um protesto por algo simples (o aumento das passagens em São Paulo) o movimento ganhou corpo em todo país e os protestos diversificaram. As pessoas queriam ser ouvidas e o que elas tinham para dizer é que estavam cansadas da corrupção e das promessas nunca compridas pela classe política.

Tal como em outros países, os políticos foram pegos totalmente despreparados para entender o que estava ocorrendo, muito menos para lidar com os eventos. O que se viu no inicio foi o silêncio, na esperança que tudo passa-se logo e, depois, o desespero, pois os políticos, no fundo, tem verdadeiro pavor das multidões insatisfeitas, algo que eles não podem controlar ou manipular.

Vem então o seguinte questionamento: os eventos de junho serão algo isolado, ocorrido meramente devido a situação política do país, ou, será que existem outros fatores insuspeitos, de ordem extrafísica, influenciando-os? Aposto nessa segunda alternativa.

Embora não possamos ter uma ideia exata de sua extensão, sabemos que os eventos ocorridos na dimensão intrafísica influenciam a dimensão extrafísica e vice-versa. Então o que poderíamos dizer sobre isso? Ao invés de ficar restrito as especulações, vou relatar alguns fatos.

Pessoalmente, não colhi no extrafísico nenhuma informação sobre os eventos de junho. Seguem então algumas coisas que apurei por aqui mesmo.

A primeira coisa que notei foi a divulgação de uma mensagem apócrifa (anônima) alarmista na Internet, mais especificamente no Facebook, onde alguém alertava sobre “nuvens densas e negras que pairavam sobre o país naquele momento”. Cheguei a postar um comentário para a pessoa que compartilhou a mensagem sobre isso. Em que ela ajudava? Apenas apelava para o medo para tentar conter as pessoas. Era como se dissesse: Parem, não faça mais nada. Estava, portanto, desconectada do momento em que vivíamos e não poderia ser, portando, obra de uma mente mais esclarecida.

Consultando colegas do movimento espírita, soube que na FEB – Federação Espírita Brasileira – os comentários oriundos de comunicações mediúnicas de todo país dão conta que os eventos de junho devem ser encarados como necessários a mudança do pais e que, naturalmente, grupos menores aproveitam-se para espalhar a desordem por meio de ações de violência.

Para os estudiosos da conscienciologia, consciências evoluídas que eles chamam de serenões, estariam operando nos bastidores para mobilizá-las nesse movimento no intuito de aumentar o nível de esclarecimento e conscientização do povo brasileiro.

Uma informação de um amigo do Rio de Janeiro parece corroborar essa hipótese. Segue o seu relato:

“Tem umas formas pensamento GIGANTESCAS no Centro da cidade, sobre as Avenidas Presidente Vargas e Rio Branco. São muito positivas mas não têm muito padrão emocional. São mais de teor mental. O que eu vi eram umas bolas enormes, com uns 20-50m de diâmetro, a uns 100-200m de altura. Elas tinham uma coloração azul claro com faixas douradas ao seu redor tais como ornamentos. Eu sinto que existem outras mais pela cidade também, e está sendo muito bom isso, mas não sinto nenhum padrão emocional, só uma energia de propulsão para as pessoas…”

Então vejamos… Holopensene é o conjunto de pensamentos, sentimentos e energias de uma pessoa ou grupo de pessoas. Esse grupo de pessoas podem ser os moradores de uma residência, de um bairro, cidade, estado, país ou planeta. Cada agrupamento de pessoas tem seu próprio holopensene padrão que deriva da média dos pensenes produzidos pelos seus componentes.

Quais seriam os pensamentos típicos de uma brasileiro mediano (em termos de esclarecimento) a apenas um mês? Alguns exemplos de pensamentos frequentemente verbalizados seriam:

 ”Os políticos fazem o que querem”; “Não adianta reclamar”; “Não podemos fazer nada para mudar esse país”; “Esse país não tem jeito”

Passados os recentes eventos que testemunhamos ou participamos, pergunto, como as pessoas reagiriam hoje ao ouvirem essas frases? Você ouviu alguém afirmando algo assim nas últimas senamas? Será que vai ouvir novamente algum dia?

Concluindo, faça sua parte e torne-se um agente de mudança também. Não permita que o antigo padrão de pensamentos de impotência e complacência se reinstale. Vamos continuar a mudar para melhor o padrão de pensenes de nosso país para melhor, riscando de nossa sociedade afirmações como essas acima. Está em nossas mãos.

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Usamos apenas 10% da capacidade do nosso cérebro?

m05062013

Detonando Mitos: Usamos apenas 10% da capacidade do nosso cérebro?

O ser humano utiliza apenas 10% do seu cérebro correto? Errado!

Até onde pode se rastrear, essa afirmação foi feita originalmente pelo americano Dale Carnegie em seu livro Como Ganhar Dinheiro e Influenciar as Pessoas, escrito em 1936. Carnegie era um palestrante e vendedor, logo, não existe qualquer cientificidade em sua afirmação. Apenas um chute para reforçar sua visão da capacidade humana.

Ao longo do tempo, essa afirmação ganhou eco em inúmeros autores e muitas obras a repetem por ai até hoje.

Um fato que pode ser relacionado com essa afirmação e que talvez tenham ajudado a perpetuar o mito é que apenas 10% das células do cérebro são neurônios, sendo as demais do tipo neuroglias ou simplesmente células gliais cuja função é dar suporte físico e nutricional aos neurônios.

Com auxílio de técnicas de Ressonância Magnética Funcional é possível mapear quais áreas do cérebro são ativadas conforme movimentamos alguma área do corpo ou até quando apenas pensamos. O simples ato de abrir e fechar uma mão ou a pronúncia de umas poucas palavras requerem um nível de atividade muito maior do que 10% das áreas existentes no cérebro.

Atividades mais complexas, portando, provocam a ativação de um percentual muito maior.

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Curso Analisa o Corpo Humano Planejado para o Projeto de Vida

Macrossoma

O curso Macrossoma: Corpo Humano Planejado será realizado de 24 a 26 de maio, na Escola da  Autopesquisa da Consciência (rua Miguel Tostes, 275), em Porto Alegre. Com atividades teóricas e exercícios práticos, o objetivo principal é possibilitar que cada participante investigue se é portador de algum tipo de macrossoma, um corpo humano potencializado para a realização de determinada programação de vida.

Em debate estarão assuntos como a possibilidade de planejarmos a vida atual em detalhes antes do nascimento e de programarmos o próprio corpo humano. “Além disso, é fato que as pessoas possuem mais inteligências do que realmente aplicam, havendo a possibilidade concreta de desenvolvê-las. Existem testes e modelos que permitem avaliar essas questões”, avalia a coordenadora da escola, professora Sonia Cerato.

As inscrições para o curso estão abertas e podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, pelo telefone (51) 3019-2694. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail eac.escola@gmail.com.

No dia 22, haverá palestra gratuita sobre o mesmo tema, aberta ao público interessado, no mesmo local.

A EAC – Escola da Autopesquisa da Consciência é uma instituição da área da Conscienciologia, ciência que ajuda o ser humano a perceber e identificar sua realidade de consciência atemporal e multidimensional, ilimitada de potencialidades.

A Palestrante – coordenadora da EAC, Sonia Cerato é bióloga, mestre em educação, professora com mestrado na área, o que resultou em publicação sobre Módulos de Ensino em coautoria, tendo atuado por 50 anos como professora. Foi agraciada com o título de menção honrosa oferecido pelo governo do estado do Rio Grande do Sul, por serviços prestados na área
educacional. É consciencióloga há 22 anos, atuando como professora, palestrante e em alguns casos como epicentro consciencial na Europa (Itália, Portugal e Espanha) e em capitais e outras cidades brasileiras. Tem diversas obras conscienciológicas publicadas, entre elas:

- A Ciência Conscienciologia e as Ciências Convencionais
- Autopesquisa da Consciência
- Escola de Autopesquisa da Consciência
- O Impacto dos Pensamentos, dos Sentimentos e das Energias na Saúde/Doença
- Aprendendo a Lidar com a Morte de Forma Saudável
- Macrossomatologia: Estudo do Corpo Fora-de-Série

Para Saber Mais:

Site da Escola de Autopesquisa da Consciência: EAC

Youtube: Videos de palestras ministradas na EAC

Macrossoma: Boletim Metaconsciência 11

Folder do Curso:

release

Animais Evoluem em Contato com Humanos

M10

Já se sabia que os golfinhos eram capazes de aprender a imitar o padrão e a duração dos sons na fala humana, mas não se conhecida nenhum animal que fizesse isso espontaneamente.

Em 2012, dois fatos relacionados ao aprendizado espontâneo de palavras por animais chamaram a atenção da mídia.

No zoológico da cidade sul-coreana de Yongin um elefante asiático de 22 anos de idade chamado Koshik aprendeu a imitar a linguagem humana tornando-se capaz de reproduzir várias palavras.

O fato chamou a atenção em todo mundo. Segundo pesquisadores sul-coreanos e europeus que estudaram o animal, ele recebe os visitantes com “choah” (bem) ou “annyong” (olá), além de pronunciar “anja” (sentado) e “aniya” (não),

Elefantes são incapazes de usar os lábios para emitir sons. Koshik forma palavras enrolando a tromba e inserindo-a em sua boca. Em seguida, coloca a ponta da tromba na língua ou no céu da boca, para criar diferentes sons.

Os pesquisadores não sabem como o elefante desenvolveu, sozinho, a habilidade de repetir palavras. Os únicos vínculos sociais de Koshik são com seu tratador. Os pesquisadores acreditam que ele tenha aprendido a repetir as palavras para criar uma relação de confiança com seu tratador.

O outro fato ocorreu nos Estados Unidos onde uma beluga de 9 anos chamada Noc instalada na Fundação Nacional de Mamíferos Marinhos, na Califórnia, EUA, demonstrou ser capaz de pronunciar algumas palavras.

Os pesquisadores passaram então a recompensar NOC pela emissão de sons semelhantes à fala para ensiná-la a emiti-los sob comando humano e instalaram um equipamento para monitorar a pressão em sua cavidade nasal, onde os sons são produzidos.

As observações indicam que a baleia tinha de modificar sua mecânica vocal para fazer os sons parecidos aos da fala”.

Esses dois fatos, aparentemente isolados conduzem as seguintes reflexões: Estarão as capacidades cognitivas dos animais evoluindo em função do contato com os seres humanos? Até que ponto o contato prolongado com os pensenes – pensamentos + sentimentos + energias – dos seres humanos estão influenciando positivamente os animais, levando-os a desenvolver novas capacidades cognitivas, a ponto de, por exemplo, criarem meios de se comunicar conosco?

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Parapsicologia nos Estados Unidos

Ganzfeld - Experimento para testar a telepatia - Fonte: Wikimedia Commons

Ganzfeld – Experimento para testar a telepatia – Fonte: Wikimedia Commons

Os primórdios da investigação parapsicológica remontam ao início do século XIX quando, nos EUA e na Inglaterra surgiram as primeiras pessoas a pesquisar os fenômenos psi e publicar os resultados de suas investigações.

Mas foi somente em 1934, com a publicação da obra “Percepção Extra Sensorial” pelo biólogo da Universidade de Duke (EUA) J.B Rhine que considera-se ter a parapsicologia chegado ao nível de ciência. Nessa obra, Rhine descrevia anos de pesquisas sistemáticas e cuidadosas que realizara sobre o fenômeno PSI.

Rhine, juntamente com William McDougall, cunhou o termo “parapsicologia” a  partir da tradução de uma palavra de origem alemã. Junto com McDougall,  desenvolveu a metodologia e os conceitos fundamentais da parapsicologia como forma de psicologia experimental. Posteriormente, as intsituições necessárias para profissionalização da parapsicologia nos Estados Unidos da América, incluindo o Journal of Parapsychology e a Parapsychological Association, além da Foundation for Research on the Nature of Man (FRNM), uma precursora do que hoje é conhecido como Rhine Research Center.

Em 1953, foi realizado o primeiro Congresso Internacional de Parapsicologia, em Utrecht, Holanda. Essa conferência ajudou a avançar no campo e se profissionalizar os pesquisadores.

Como resultado desses trabalhos, a parapsicologia foi reconhecida como Ciência, por 165 votos a 30, em 30 de dezembro de 1969 pela American Association for Advancement of Science (A.A.A.S). Fundada em 1957, ´na cidade de New York, a A.A.A.S aceitou nessa ocasião a filiação da Parapsychological Association (P.A.) que congregava os mais respeitados parapsicólogos do mundo.

Contudo, passados 10 anos, a parapsicologia estava sofrendo severas críticas no meio acadêmico. Os motivos para isso eram as pesquisas realizadas, consideradas inconclusivas. Alguns efeitos tidos como paranormais, por exemplo, a fotografia Kirlian, considerado por alguns como fotografias da aura humana, desapareceram sob controles mais rigorosos, deixando essas linhas de investigação em becos sem saída.  Assim, em 1979 foi sugerido a A.A.A.S, mas sem que fosse aceita por essa, o descredenciamento da Parapsychological Association.

Apesar disso, desde então, a pesquisa parapsicológica diminuiu consideravelmente tanto nos Estados Unidos como na Europa.  Em um relatório de 1988 da Academia Nacional de Ciências dos EUA concluiu que “a academia não encontrava nenhuma justificativa científica nas pesquisas realizadas ao longo de um período de 130 anos para corroborar a existência de fenômenos parapsicológicos”.

Assim, muitos laboratórios universitários foram fechados sob a alegação de falta de aceitação pelo meio científico. Hoje, a maior parte das pesquisas em parapsicologia nos EUA é realizada por instituições privadas financiadas por fontes privadas. Se por um lado isso ajudou a Parapsicologia sobreviver nos EUA, por outro tornou-se mais um motivo de críticas por parte da comunidade acadêmica.

Há quem acredite que o grande problema da Parapsicologia foi tentar estudar os fenômenos psi sob o ponto de vista da ciência convencional, materialista e cartesiana. Os fenômenos são tipicamente estudados sob o ponto de vista da estatística e da sob a exigência da replicabilidade. Ocorre que os fenômenos psi são sujeitos a tantas variáveis incontroláveis por parte dos pesquisadores que tanto a estatística como a replicabilidade ficam seriamente prejudicadas. Hoje, a única forma de superar essa questão seria pelo emprego de outro paradigma de pesquisa científica.

Referências

Wikipedia: Paranormal

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O Desafio de Mapear o Cérebro

Molecular ThoughtsO presidente dos EUA, Barak Obama definiu que os Estados Unidos têm a meta de mapear o cérebro humano ativo. Dessa forma, deve anunciar esse mês a intenção criar um projeto de pesquisa bilionário, unificando diversas iniciativas e com previsão para durar uma década, que terá a meta de montar um mapa abrangente da atividade cerebral.

Trata-se de um grande desafio pois, até o presente, todos os esforços de mapeamento da atividade cerebral não mais do que arranharam o problema.

Neurocientistas fizeram ao longo das últimas décadas grandes avanços na compreensão da função em microescala de neurônios individuais e da atividade em macroescala do cérebro humano. Hoje é possível investigar-se aspectos moleculares e biofísicos de neurônios individuais e também ver o cérebro humano em ação com a ressonância magnética (RM) ou magnetoencefalografia (MEG). No entanto, os mecanismos de percepção, cognição e ação permanecem misteriosos porque eles surgem a partir das interações em tempo real de grandes conjuntos de neurônios em áreas densamente interconectado, generalizados circuitos neurais.

Será preciso, portanto, desenvolver novas tecnologias de mapeamento funcional do cérebro, testá-las espécies de vida mais simples para depois poderem estender o processo aos seres humanos cujo cérebro é muito mais complexo do que qualquer outra forma de vida no planeta.

Um artigo publicado no ano passado no periódico “Neuron” descreveu um caminho possível para o mapeamento do cérebro humano ativo. Assinado por seis cientistas destacados, o artigo propõe que o projeto comece com espécies cujos cérebros tenham um número muito pequeno de neurônios, passando em seguida para animais progressivamente mais complexos.

Além dos desafios tecnológicos, existem outras questões que precisam ser respondidas, relacionadas, por exemplo, ao armazenamento das informações colhidas. Calcula-se que um cérebro humano com seus 100 bilhões de neurônios gere cerca o colossal volume de 300 mil petabytes de dados a cada ano.

Outra questão a ser discutida é de ordem ética, relacionada ao que poderá ser feito com esses dados.

O anúncio da iniciativa do governo Obama já provocou um grande alvoroço na comunidade científica americana. Os principais periódicos científicos no inpicio desse mês de março de 2013 estão priorizando publicações relacionadas ao mapeamento funcional do cérebro que trazem propostas, algumas bastante especulativas, sobre novas tecnologias que poderão ser empregadas para materializar essa iniciativa.

Como é natural em iniciativas desse tipo, vozes contrárias já se levantaram, criticando tanto os métodos quanto o objetivo do projeto. Muitos acreditam que o desafio supera nossa capacidade tecnológica e a forma como ela pode ser usada para produzir esse mapeamento.

Naturalmente, os interesses estratégicos, notadamente econômicos, são grandes. Estimativas apontam para o fato de que no caso do mapeamento do genoma, outra grande iniciativa levada a cabo no passado recente, trouxe um retorno de 140 dólares para cada dólar investido no programa.

Referências

The New Yok Times: Obama Seeking to Boost Study of Human Brain

Science Magazine: Edição de 13 de março de 2013

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Explicando o Mistério da Combustão Espontânea

MT07A combustão humana espontânea (CHE) é um suposto fenômeno macabro no qual o corpo de uma pessoa entra em combustão, não provocada por uma fonte externa de ignição, através do calor gerado por reações internas, que poderiam ser químicas, nucleares ou paranormais.

O fenômeno nunca foi testemunhado. Contudo, nos últimos 350 anos, centenas de mortes foram atribuídas à CHE por investigadores e contadores de histórias, das quais poucas foram analisadas por especialistas.

A possibilidade de que um corpo humano entre em combustão de forma espontânea é remota, por ser o corpo formado principalmente de água, e, apesar de ter metano e gordura, é muito difícil queimar um corpo; a cremação, por exemplo, requer temperaturas da ordem de 900 °C.

O primeiro relato conhecido de um caso de CHE remonta a 1641, quando o médico e matemático dinamarquês Thomas Bartholin descreveu a morte de Polonus Vorstius quando esse bebia vinho em sua casa, em Milão, Itália, em uma noite do ano de 1470 antes de estourar em chamas. Em 1663 Bartholin descreveu outro caso, dessa vez de uma mulher, em Paris, que “foi reduzida a cinzas e fumaça” sem que o colchão de palha em que dormia, fosse danificado pelo fogo.

Passados 10 anos, o francês Jonas Dupont relatou uma série de casos semelhantes, na obra “De Incendiis Corporis Humani Spontaneis” .

Em 1745, a Philosophical Transactions descreveu como uma pilha de cinzas sobre a cama foi praticamente tudo o que restou da Condessa Cornelia Sandi de Cesena, na Itália.

Em 1833, M. J. Fontelle reviu alguns casos perante a Academia Francesa de Ciências, tendo observado que as vítimas tendiam a ser mulheres idosas que consumiam bebidas alcoólicas e que os danos do fogo não se estendiam aos materiais inflamáveis como alcool ou querosene próximos ou mesmo no corpo delas. Recentemente, em 2011, o investigador irlandês Dr Kieram McLoughlin atribuiu a morte de Michael Faherty, de 76 anos, à CHE, sendo o primeiro destes casos em seus 25 anos de experiência.[1]

Os casos de CHE narrados desde então apresentam algumas características em comum:

A vítima é quase completamente consumida pelas chamas, geralmente no interior da própria residência. Dentre as características das ocorrências, destacam-se:

Os primeiros a encontrar os corpos carbonizados relatam ter percebido o cheiro de uma fumaça adocicada nos cômodos onde o fenômeno ocorrera;

Os corpos carbonizados apresentam as extremidades (mãos, pés e/ou parte das pernas) intactas, mesmo que o dorso e a cabeça estivessem irreconhecíveis;

Após séculos de discussão onde o CHE geralmente é encarado como um mito, em anos recentes uma teoria foi criada para explicar o fenômeno e testada.

Em janeiro de 1986, em um programa da BBC Newsnight, foi demonstrado como o chamado  “efeito pavio”, a combustão alimentada pela própria gordura presente no corpo, poderia explicar os casos de CHE. Essa teoria foi usada para explicar a morte de um prestador de serviços ocorrida no ano seguinte na Inglaterra, cujos  restos carbonizados foram encontrados em seu apartamento.

O efeito pavio estava se tornando a explicação aceita. Contudo, alguns experimentos demonstraram que ossos, mesmo quando submetidos a grandes temperaturas por várias horas, não se decompunham em cinzas, contrariando dessa forma, as observações realizadas nos cenários de CHE onde nada sobrava das partes consumidas. Em outros experimentos, usou-se a carcaça de um porco embebida em álcool para testar o efeito pavio sem que os mesmos resultados da CHE fosse obtidos.

Brian J. Ford, Professor da Cambridge Univesity (UK) desenvolveu outra teoria para a CHE e testou-a com sucesso pela primeira vez. Segundo Ford, a beta-oxidação de alguns ácidos presentes no corpo, pode dar origem a substância acetYl-CoA. Uma série de condições, como doenças ou exaustão física, pode fazer como que a acetYl-CoA presente no fígado seja convertida em acetoacetato, que pode descarboxilar em acetona. A acetona é uma substância altamente inflamável.

Preparando uma carcaça de porco embebida em acetona, em vez de etanol como nos experimentos realizados anteriormente, foi possível queimar a carcaça até  cinzas em apenas meia hora.  Sobraram da carcaça consumida apenas os membros que não foram, exatamente como as fotografias de vítimas de CHE. Ford acredita que as pernas permaneçam intactas porque não há muita gordura para a acetona acumular nessas partes do corpo.

Ninguém precisa se preocupar com a combustão espontânea. As condições para que ela ocorra, segundo Ford, são muito específicas, sendo que existem apenas 120 casos registrados ao longo história sobre casos de CHE, muitos dos quais podem não ter sido autênticos.

Referências

Wikipedia: Verbete Combustão Espontânea

NewScientist 18 August 2012 Pg 31: The Big Burn Teory

The Microscope, Vol. 60:2, pp 63–72 (2012): Solving the Mystery of Spontaneous Human Combustion

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Síndrome de Tourette e a Possessão Demoníaca

Tourette

A síndrome de Tourette é uma desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques, reações rápidas, movimentos repentinos (espasmos) ou vocalizações que ocorre repetidamente da mesma maneira com considerável frequência.

A maioria das pessoas afetadas é do sexo masculino e os tiques motores e vocais mudam constantemente de intensidade e variam muito de pessoa para pessoa

Raramente uma pessoa que sofre da síndrome consegue controlar um mínimo de seus tiques e jamais por prolongados períodos de tempo.

A doença foi descrita pela primeira vez em 1825, pelo médico francês Jean Itard. Mais tarde, em 1885, Gilles de la Tourette publicou um relato de nove casos da doença.

Tratamentos médicos existem para amenizar os sintomas, mas não existe uma cura.

Mesmo nos dias atuais, a reação de muitas pessoas desinformadas perante manifestações da síndrome de Tourette oscila da fobia ao diferente. Por vezes, a reação é de reprovação, especialmente quando a pessoa afetada pela síndrome de Tourette manifesta sintomas de coprolalia quando os veem-se obrigados a repetir palavras obscenas e/ou insultos.

Esses fatos provocam a seguinte reflexão: Como as pessoas no passado reagiam quando alguém demonstrava ser portadora dessa síndrome?

O início da síndrome geralmente se manifesta na infância e podem, com o tempo, amenizarem ou cronicificarem. Os tiques podem se manifestar em qualquer parte ou conjunto de partes do corpo (barriga, nádegas, pernas, braços etc.), mas tipicamente eles ocorrem no rosto e na cabeça – no rosto, como caretas repetidas, e na cabeça como um todo, como movimentos bruscos, repetidos, de lado a lado etc.

No passado, se o portador da síndrome tinha a sorte de os sintomas amenizarem, ainda poderia tentar escondê-la, mas, no caso contrário isso certamente lhe renderia grandes problemas.

A mais antiga referência conhecida à síndrome de Tourette é de 1489 e aparece justamente no livro Malleus Maleficarum (“O Martelo da Bruxa”), de Jakob Sprenger e Heinrich Kraemer, onde é descrito o caso de um padre cujos tiques seriam supostamente relacionados à possessão demoníaca.

Possessão demoníaca é, de acordo com muitos sistemas de crença, o controle de um indivíduo por um ser maligno sobrenatural. Descrições de possessões demoníacas muitas vezes incluem memórias ou personalidades apagadas, convulsões e desmaios como se a pessoa estivesse morrendo.

Quantas pessoas, crianças e adultos, terão sido erroneamente tomadas como “possessas por demônios”, e sofrido por isso, tanto no Ocidente quanto no Oriente? Em ambos, tratamentos de exorcismo eram empregados para “libertar” as pessoas de possessões. No Ocidente, sempre havia o recurso último de queimar-se a pessoa viva quando os outros “tratamentos” (que incluíam vários tipos de torturas) falhavam em “retirar-lhes o demônio do corpo”.

Referências

Plos One – Artigo Original: Wikipedia – Verbete Síndrome de Tourette

 

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