Parapsicologia nos Estados Unidos

Ganzfeld - Experimento para testar a telepatia - Fonte: Wikimedia Commons

Ganzfeld – Experimento para testar a telepatia – Fonte: Wikimedia Commons

Os primórdios da investigação parapsicológica remontam ao início do século XIX quando, nos EUA e na Inglaterra surgiram as primeiras pessoas a pesquisar os fenômenos psi e publicar os resultados de suas investigações.

Mas foi somente em 1934, com a publicação da obra “Percepção Extra Sensorial” pelo biólogo da Universidade de Duke (EUA) J.B Rhine que considera-se ter a parapsicologia chegado ao nível de ciência. Nessa obra, Rhine descrevia anos de pesquisas sistemáticas e cuidadosas que realizara sobre o fenômeno PSI.

Rhine, juntamente com William McDougall, cunhou o termo “parapsicologia” a  partir da tradução de uma palavra de origem alemã. Junto com McDougall,  desenvolveu a metodologia e os conceitos fundamentais da parapsicologia como forma de psicologia experimental. Posteriormente, as intsituições necessárias para profissionalização da parapsicologia nos Estados Unidos da América, incluindo o Journal of Parapsychology e a Parapsychological Association, além da Foundation for Research on the Nature of Man (FRNM), uma precursora do que hoje é conhecido como Rhine Research Center.

Em 1953, foi realizado o primeiro Congresso Internacional de Parapsicologia, em Utrecht, Holanda. Essa conferência ajudou a avançar no campo e se profissionalizar os pesquisadores.

Como resultado desses trabalhos, a parapsicologia foi reconhecida como Ciência, por 165 votos a 30, em 30 de dezembro de 1969 pela American Association for Advancement of Science (A.A.A.S). Fundada em 1957, ´na cidade de New York, a A.A.A.S aceitou nessa ocasião a filiação da Parapsychological Association (P.A.) que congregava os mais respeitados parapsicólogos do mundo.

Contudo, passados 10 anos, a parapsicologia estava sofrendo severas críticas no meio acadêmico. Os motivos para isso eram as pesquisas realizadas, consideradas inconclusivas. Alguns efeitos tidos como paranormais, por exemplo, a fotografia Kirlian, considerado por alguns como fotografias da aura humana, desapareceram sob controles mais rigorosos, deixando essas linhas de investigação em becos sem saída.  Assim, em 1979 foi sugerido a A.A.A.S, mas sem que fosse aceita por essa, o descredenciamento da Parapsychological Association.

Apesar disso, desde então, a pesquisa parapsicológica diminuiu consideravelmente tanto nos Estados Unidos como na Europa.  Em um relatório de 1988 da Academia Nacional de Ciências dos EUA concluiu que “a academia não encontrava nenhuma justificativa científica nas pesquisas realizadas ao longo de um período de 130 anos para corroborar a existência de fenômenos parapsicológicos”.

Assim, muitos laboratórios universitários foram fechados sob a alegação de falta de aceitação pelo meio científico. Hoje, a maior parte das pesquisas em parapsicologia nos EUA é realizada por instituições privadas financiadas por fontes privadas. Se por um lado isso ajudou a Parapsicologia sobreviver nos EUA, por outro tornou-se mais um motivo de críticas por parte da comunidade acadêmica.

Há quem acredite que o grande problema da Parapsicologia foi tentar estudar os fenômenos psi sob o ponto de vista da ciência convencional, materialista e cartesiana. Os fenômenos são tipicamente estudados sob o ponto de vista da estatística e da sob a exigência da replicabilidade. Ocorre que os fenômenos psi são sujeitos a tantas variáveis incontroláveis por parte dos pesquisadores que tanto a estatística como a replicabilidade ficam seriamente prejudicadas. Hoje, a única forma de superar essa questão seria pelo emprego de outro paradigma de pesquisa científica.

Referências

Wikipedia: Paranormal

Para Saber Mais

Experiências Fora do Corpo – Fundamentos

Experiências Fora do Corpo – O Guia do Iniciante

Estado Vibracional

Fronteira da Consciência

Deixar uma resposta