Não Existe Predominância de Hemisfério Direito-Esquerdo do Cérebro

mt26052014A crença popular de que pessoas lógicas, metódicas e analíticas usam predominantemente o hemisfério esquerdo do cérebro, enquanto pessoas criativas e artísticas empregam mais o hemisfério direito foi posta em xeque.

Segundo uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Utah (EUA) onde analisaram os cérebros de mais de 1.000 voluntários, não foi encontrada nenhuma evidência de que as pessoas usam, preferencialmente, um hemisfério ou outro conforme seu estilo cognitivo.  Todos os participantes do estudo usaram todo o seu cérebro da mesma forma, durante todo o curso do experimento.

A preferência para usar uma região do cérebro mais do que outros para determinadas funções é denominada lateralização. No trabalho, divulgado em agosto de 2013 pela revista PlosOne, foram analisados ​​scans em estado de repouso de 1.011 indivíduos com idades entre 7 e 29 anos. A lateralização funcional foi medida para cada par de 7266 regiões cerebrais cobrindo a massa cinzenta em resolução de 5 mm. Pequenos aumentos na lateralização com o avanço da idade foram identificados. Não foram observadas diferenças de gênero.

Jeff Anderson , diretor do fMRI Neurosurgical Mapping Service da Universidade de Utah, exemplifica o resultado da pesquisa: “O uso das palavras emana do lado esquerdo do cérebro para a maioria das pessoas destras. Isto não implica, porém, que grandes escritores ou oradores usem o lado esquerdo do cérebro mais do que o direito , ou que um hemisfério contenha mais abundância de neurônios.”

A crença da predominância dos hemisférios surgiu a partir dos estudos de Roger Sperry que, na década de 1960,  pesquisaram o efeito  do procedimento cirúrgico que cortar o cérebro ao longo de uma estrutura chamada corpo caloso em pacientes com epilepsia. Como o corpo caloso conecta os dois hemisférios do cérebro, os lados esquerdo e direito dos pacientes não podiam mais se comunicar. Por meio de vários experimentos Sperry e outros pesquisadores determinaram quais lados do cérebro estavam envolvidos com a  linguagem, matemática, desenho e outras funções nesses pacientes. Posteriormente, entusiastas da psicologia popular extrapolaram os resultados dessas pesquisas, criando a noção de que personalidades e outros atributos humanos são determinados pela predominância de um dos lados do cérebro.

Referências:

PlosOne

Para Saber Mais

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