Diferenças no cérebro explicam introversão e extroversão?

MC08092013Carl Jung, psicólogo, foi quem cunhou os termos “extrovertido” e “introvertido” no início do século XX. Os termos, a primeira vista, dão a impressão de que os introvertidos são pessoas tímidas ou inseguras e os extrovertidos são empáticos e amorosos. Contudo, como Jung enfatizou, isso não é necessariamente verdadeiro.  A principal diferença entre introvertido e extrovertidos, segundo Jung, reside principalmente no fato de que os introvertidos esgotam-se com a interação social, enquanto os extrovertidos ficam ansiosos quando deixados sozinhos. Os introvertidos precisam solidão, a fim de recarregar, enquanto os extrovertidos extraem energia a partir da socialização.

Psicólogos modernos têm adicionado uma terceira categoria, denominada ambivert, para definir pessoas que combinam tanto traços de introvertidos quanto extrovertidos. Seria o caso de artistas, por exemplo, que tendem a flutuar entre introversão e extroversão ao longo de suas vidas. Em certos momentos eles preferem ser reconhecidos e interagir com a multidão mas em outros momentos preferem assistir ou observar anonimamente os acontecimentos. Também existem os ambivertidos, pessoas que apresentam ambos traços ao mesmo tempo, como por exemplo, um executivo que gosta de liderar um grande número de pessoas mas que não suporta ter que prestar contas de seus atos aos seus pares na organização em que atua.

Hoje, acredita-se que introvertidos, extrovertidos e ambivertidos são apenas os pontos mais visíveis em uma escala de variação contínua de tipos de personalidades. Também se sabe que há algumas características estruturais no cérebro que se relacionam com o fato de uma pessoa ser relativamente introvertida ou extrovertido.

Estudos divulgados em 2012, realizados pelo psicólogo de Harvard  Randy Buckner, apontam para o fato de pessoas introvertidas tendem a possuir matéria cinzenta maior e mais grossa em certas áreas do córtex pré-frontal, uma região altamente complexa do cérebro associada com o pensamento abstrato e tomada de decisão. Pessoas extrovertidas, por sua vez, tendem a ter massa cinzenta mais fina nessas mesmas áreas pré-frontais, o que sugere que os introvertidos tendem a dedicar mais recursos neurais para ponderações abstratas, enquanto os extrovertidos tendem a viver com mais intensidade o momento presente.

Estudos divulgados esse ano, realizados por Richard A. Depue e Fu Yu da Cornell University, apoiam essa ideia. Os pesquisadores acreditam que os extrovertidos tendem a associar sentimentos de recompensa com o seu ambiente imediato, enquanto que os introvertidos tendem a associá-los com os seus pensamentos, ou internas, talvez interpretá-los como ansiedade, em vez de excitação.

Outros estudos descobriram diferenças na resposta a atuação de certos neurotransmissores relacionados a distúrbios de ansiedade, no tamanho da área do hemisfério direito relacionada à amígdala e na velocidade do córtex pré-motor para processar estímulos entre introvertidos e extrovertidos.

Apesar dessas recentes descobertas, elas apenas apontam tendências para pessoas que apresentam perfis de personalidade bem definidos, existindo ainda uma infinidade de outras condições possíveis que pessoas podem ter sem contar que estruturas cerebrais também pode apresentam variações particulares de pessoa tornando o mapeamento de padrões muito mais difícil.

Concluindo, a ciência da personalidade ainda está na Idade das Trevas. Avanços nas tecnologias de mapeamento cerebral tem trazido esperanças aos pesquisadores de que será possível algum dia explicar como diferenças na estrutura cerebral resultam em personalidades distintas. Contudo, como os próprios pesquisadores admitem, se isso algum dia acontecer, será num futuro distante.

Referências

Artigo da Discovey Magazine

Para Saber Mais

Experiências Fora do Corpo – Fundamentos

Experiências Fora do Corpo – O Guia do Iniciante

Estado Vibracional

Fronteira da Consciência

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