Arquivo mensal: Fevereiro 2013

A Mente não está onde Pensávamos

MC02

Neuroimagem do paciente

 

 

 

 

 

Onde é que a mente reside? Essa é uma questão que tem ocupado os melhores cérebros a milhares de anos. Agora, milhares de anos depois, os neurocientistas estão tentando decifrar exatamente como o cérebro humano constrói nosso senso de autoconsciência. Contudo, mesmo com os enormes avançados da ciência no campo da neurologia, a resposta continua a ser tão evasiva como sempre.

Autoconsciência é definido como sendo consciente de si mesmo, incluindo traços, sentimentos e comportamentos.

Por meio de recentes avanços na neuroimagem funcional, uma técnica que mede a atividade cerebral a fim de correlacionar funções mentais com regiões específicas do cérebro, identificaram três regiões – o córtex insular, córtex cingulado anterior e o córtex pré-frontal medial – como sendo fundamentais para a autoconsciência.

Essas correlações levaram a crer que, se uma pessoa tivesse essas áreas atingidas, sua autoconsciência seria prejudicada e ela passaria a comportar-se como um zumbi. Contudo, uma recente pesquisa realizada por David Rudrauf da Universidade de Iowa (EUA) com um paciente de 57 anos que, devido a uma encefalite causada por herpes simples perdeu tecido cerebral exatamente nessas três áreas do cérebro devido a uma infeção de herpes simples, pois em xeque essa teoria.

A pesquisa, publicada pela revista científica Plos One em agosto de 2012, apresenta um bateria de testes cognitivos e de percepção que demonstrou que o paciente manteve sua autoconsciência intacta. Isso demonstrou que a autoconsciência e outras funções cognitivas de alto nível provavelmente não se relacionam com o cérebro de uma forma simples.  Segundo Rudrauf  “Elas envolvem camadas de abstração e mecanismos que não podem ser explicados pelo padrão funcional-neuroanatomico”. Nem todos concordam com as conclusões de Rudrauf, alegando que o paciente em questão não teve um comprometimento significativo dessas regiões do cérebro. Tudo indica que a busca pela sede da autoconsciência ainda vai estender-se por muito tempo.

Referências

Plos One – Artigo Original: Preserved Self-Awareness following Extensive Bilateral Brain Damage to the Insula, Anterior Cingulate, and Medial Prefrontal Cortices

Divulgação: The roots of human self-awareness

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Dormir é um Comportamento Universal

Criança Dormindo

Criança Dormindo (Wikimedia Commons)

Todos os animais dormem: Insetos, anfíbios, répteis, pássaros, mamíferos e o homem.

Apesar dos avanços da ciência, ninguém está certo porque os animais dormem. Segundo Steven L. Lima, professor de biologia na Indiana State University e um especialista do sono animal, “Todos os animais estudados tem o sono como parte do seu comportamento”. Lima e muitos pesquisadores acreditam que “o sono promove  algum tipo de manutenção crítica ou efeito restaurador sobre o tecido neural.”

Mas o estado inconsciente decorrente do sono tem um custo: ele torna os animais vulneráveis ​​aos predadores. Lima revelou que em algumas aves, portanto, apenas metade do cérebro descansa de cada vez. A outra metade permanece alerta. A lista de aves com esse comportamento inclui os pombos, patos, galinhas domésticas e alguns pássaros outros.

A maioria dos mamíferos segue um ritmo de atividade/sono bem definido. “Os seres humanos, contudo, são frequentemente submetidos a situações – viagens de combate, e outros ambientes estressantes – onde eles precisam decidir quando e quanto vão dormir” afirma Lima.

O homem, por sua vez, tem uma “arquitetura de sono” que, sempre que possível, deve ser atendida e que divide-se em dois tipos fisiologicamente distintos:

  • NREM (Non Rapid Eye Movement ou “Movimento Não Rápido dos Olhos”); e
  • REM (Rapid Eye Movement ou “Movimento Rápido dos Olhos”).

“As primeiras duas a três horas de sono profundo parecem ser as mais importantes” afirma Lima. É durante esse período. NREM, em que ocorre o refazimento fisiológico do corpo.

Durante as horas seguintes, surge o sono REM, quando ocorrem outros estados diferenciados de consciência como o sonho.

Referências

Artigo: Sleeping Under Risk of Predation

Wikipedia: Verbete Sono

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